Arquivo do mês: abril 2009

E ninguém pensa nos porcos

Por Bernardo Moura

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O brasileiro consome por ano 12,8 kg, ficando atrás apenas do consumo de carne bovina (36 kg) e de carne de frango (26kg). O nosso país é um importante produtor mundial, com mais de 2,1 milhões de toneladas/ano. Os estados da Região Sul, concentram a maior produção, destacando-se os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

Segundo dados da Associação Brasileira da Industria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), no ano passado, houve queda de 12,71% nas exportações dos suínos, totalizando 529,41 mil toneladas. Um índice baixo relacionado às 606,51 mil de 2007.

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Raposa Serra do Sol, e depois?

Por André Delacerda

Essa é a questão que fica. Não somos contra a demarcação das terras indígenas. Mas que essa demarcação seja feita de forma racional. Pois, muitas questões surgem sobre como será gerida esta reserva de 1,7 milhão de hectares no norte do país, mas precisamente no Estado de Roraima.

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Hoje, quinta-feira, 30 de abril, termina o prazo que o STF – Supremo Tribunal Federal deu para que os arrozeiros e não indígenas que vivem na reserva demarcada sairem do local. O maior plantador de arroz da região, lider dos arrozeiros e ex prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero, deve deixar o local amanhã, quando de fato espera receber uma notificação da justiça.

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Oceanos ácidicos

coral-reef Os oceanos e mares têm uma importância tão grande quanto as florestas que recobrem o planeta. A biodiversidade dos oceanos vem sendo atingida pelas agressões ambientais provocadas pelo homem, que provoca a destruição da faúna e flora marinha.

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As epidemias e as mudanças ambientais

Por André Delacerda

Estamos em meio ao início de uma epidemia que começa a se espalhar pelo planeta.

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Hoje com os avanços tecnológicos e com a modernidade inúmeras vacinas e medicamentos já podem ser desenvolvidos para se combater tais males que atacam a humanidade. Porém, esta mesma modernidade que traz soluções para saúde, também deflaga uma guerra contra o homem. Com os processos de globalização de forma acelera, com a necessidade do homem em extrair mais e mais matéria prima e/ou insumos, este interfere no ecossistema que antes estava em equilíbrio, produzindo assim, a destruição do meio ambiente, a ocupação desordenada, a destruição das florestas, e consequetemente uma reação involuntária da natureza que se manifesta através de catrastrofes ambientais e surtos de epidemias.

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Inicialmente o vírus da Gripe Suina se manifestou no México com algumas dezenas de mortes e centenas de infectados, simultaneamente ele também foi encontrado nos Estados Unidos. Supesteita-se que Nova Iorque inclusive já tenha alguns casos, o que se torna uma preocupação, pois cidades como a do México e Nova Iorque com grandes densidades populacionais são ambientes propícios para a proliferação dos vírus e seus efeitos devastadores. Se não bastasse a epidemia em um só continente,  ela rompe as barreiras geográficas e já começa a se manifestar no continente europeu, provocando uma perocupação das autoridades internacionais, que começam a tomar medidas para evitar que esta se torna umas das maiores epidemias, com um agravante maior, que se alastra com facilidade pelo planeta.

Epidemias surgem por vários motivos, desde causas naturais como as provocadas pelo contato com a água contaminada depois das estações das chuvas, tempestades ou monções. Sobre essa contaminação da água, pode-se constatar ai a interferência do homem ao viver em ambientes sem  saneamento básico e o devido tratamento de dejetos, e também com o armazenamento do lixo de uma forma não adequeda.

Há também as epidemias que advem do contato das populações com animais, principalmente as que ocorrem nas regiões tropicais e temperadas da Terra, com destaque a Ásia, onde ocorreu a Gripe Aviária.

Existem epidemias provocadas por mudanças ambientais devido a ação do homem sobre a natureza, que mais uma vez interfere no Meio Ambiente, fazendo com que este entre em desequilíbrio. Um exemplo, seria quando parasitas se multiplicam além da normalidade, devido as alterações nas condições ambientais.  Assim, criam-se vetores para que os parasitas possam ter terreno fertil.

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O certo é que as epidemias têm se beneficiado das alterações climáticas no planeta, do aquecimento global, consequentemente  do aumento das temperaturas, que modificam as formas de vidas, principalmente o comportamento dos microorganismos, e também pelo fluxo migrarório de pessoas e animais.

Assista no vídeo que demonstra como uma epidemia de níveis globais se utilizaria da estrutura aérea para se propagar pelo mundo.

Em uma época em que mais uma grande epidemia se desenha, vale o alerta, a reflexão para que o homem passe a fazer suas ações desenvolvimentista com mais planejamento, tentando diminuir os impactos sobre o meio ambiente, e convivendo com o mesmo de forma equilibrada.

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Fotos: UENF / Greenpeace / Portal G 1

Tornados no mar do Rio

Em menos de uma semana dois tornados foram visto no mar carioca. Um no último dia 21 de abril, flagado por Ricardo Mayer na Praia do Pepino em São Conrado.

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E outro no dia de hoje (27 de abril), flagado pela equipe (Berg Silva e Fadua Matuck) dos jornais de bairros do O Globo, na Praia de Ipanema, altura do Posto 8.

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Segundo especialistas em clima, tais fenômenos – tornados/trombas-d´água – são raros no Rio de Janeiro. Então porque estariam acontecendo em um espaço curto de menos de uma semana? Seriam os efeitos das mundanças climáticas em terras cariocas?

Assistam as imagens do Tornado em Ipanema

Fotos: Ricardo Mayer/O Globo/Portal G1

Terra

Por André Delacerda

Chega aos cinemas sob a bandeira da Disney Nature, o documentário Terra, que traz inusitadas imagens sobre a vida de espécies que compartilham com os humanos os espaços desta vastidão de planeta.

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Com belas, imagens, “Terra” se baseia na série de sucesso da BBC “Planet Earth” de 2006.

Em “Terra” pode-se acompanhar a vida migratória de três espécies animais espalhadas pelo globo terrestre.

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Quem guia, ou melhor é a estrela guia é o Sol. É o astro rei que ilumina a jornada pelas savanas da África acompanhando uma família de elefantes, passando pelo gelo do Artico, com uma família de urso polares e seguindo a rota migratória de uma família de baléias, em sua viagem do Equador a Antártida.

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“Terra” é um épico a natureza, tendo o Sol como regente maior desta sinfonia de belas imagens, com uma melodia ecológica, uma fotografia espetacular que mostra o contidiano que se repete a cada dia nos ecossistemas terrestres e que é capaz de fascinar e emocionar pela sua singularidade, simplicidade e sutileza com a natureza caminha na estrada pela sobrevivência.

Semáfaros Solares

Por André Delacerda

O uso da energia elétrica de uma forma mais racional e a utilização  de fontes alternativas de energia – as chamadas energias limpas e sustentáveis –  vem sendo uma contante busca de pesquisas em universidades, empresas e governos.

Energia Eólica, Biocombustíveis e a energia Solar, são fontes que certamente contribuem para suprir a carência/excassez de energia vinda de fontes hidroelétricas, bem como subistitui-lá, já que nos próximos anos alguns recursos naturais hídricos serão atigindos ou já estão sendo atingidos com secas que provocam a diminuição da vazão de rios e bácias hidrográficas.

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Para economizar o uso de energia, campanhas tem sido feitas para conscientizar a população em todo o mundo. Também vem sendo desenvolvido  e utilizado lâmpadas que consomem menos, como as LEDs com consumo de 10 a 20 watts se comparada as tradicionais incadescentes que tem um consumo alto, chegando a 100 watts.

Equipamentos como semáforos, que consomem muita energia, já que ficam ligados o dia inteiro, inclusive na parte da noite, tem sido um dos focos das pesquisas, em alguns países. As lâmpadas destes aparelhos tão essenciais para o ordenamento do trânsito, vem sendo subistituido pelas LEDs, o que já provoca uma economia substancial no consumo de energia elétrica.

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Um solução interessante para economia de energia nos semáforos, já está sendo utilizada na Argentina e até no Haiti.

Trata-se dos semáforos solares, que utilizam lâmpadas LEDs e são abastecidos pela energia solar, trazendo uma economia no consumo de energia de até 90%.

Estes semáforos já podem ser vistos em cidades como San Isidro em terras Portenhas, e em Porto Príncipe no Haiti. Seria uma ótima solução a ser trazida ao Brasil.

Imaginem cidades como São Paulo, Rio de Janeiro utilizando uma solução econômica e ecológica como esta.

Acredito que na região Nordeste do Brasil,  tais semáforos podem ser utilizados em grande escala, já que a região tem uma maior incidência de luminosidade do sol.

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Uma coisa que descobrir ao encerrar este post é que já há países utilizando semáforos eólicos. Outra boa solução a ser utilizada no Brasil.

Fotos: Revista Super Interessante e Portal do ambiente e do cidadão.