Clima quente: do Tibete ao oceano, chegando a Argentina

News9A_0 Estas semana duas notícias circularam na imprensa internacional sobre os efeitos do aumento da temperatura em duas zonas do planeta. No Tibete e nos oceanos e mares.

A primeira traz uma constatação de autoridades da China sobre a linha de trem que liga a região autônoma do Tibete à Província de Qinghai. Esta linha ferrea pode  ter sua estabilidade ameaçada pelo aumento da temperatura, correndo riscos operacionais em menos de quatro décadas.

Segundo Zheng Guoguang, chefe da Administração de Meteorqingzang3aologia chinesa, a temperatura no Tibete subiu a cada década 0,32ºC desde 1961. Ele ainda informa que a temperatura no planalto do Tibete também subiu acima da média chinesa, que gira entre 0,05ºC e 0,08ºC a cada dez anos. Outro dado preocupante trazido sobre esta zona que normalmente possui temeperaturas frias e gelo em quantidade nas montanhas. Mostra que o aumento da temperatura tibetana superou a média mundial, que é de 0,2ºC por década.     

Descendo da altitude de 4000 metros do planalto tibetano até as profundezas dos mares e oceanos do hemisfério Norte, surge mais uma notícia não menos tranquilizadora.

Nesta última sexta-feira (08/05/2009), um estudo públicado por especialistas canadenses sugere que o aquecimento global pode colocar a indústria pesqueira do camarão sob perigo. Com o aumento da temperatura, o ciclo de vida de uma ads espécies de camarão é modificado, fazendo com que o crustáceo ponha seus ovos na época em que não há alimento para suas larvas.

09128170 Se entrar em desequilíbrio, o camarão-ártico pode gerar um efeito não somente na mesa do hemisfério Norte, mas também produzir um em cascata em toda uma cadeia alimentar nos oceanos, afetando desde algas até peixes.        

De acordo com  Peter Koeller, do Instituto de Oceanografia de Bedford, normalmente os ovos levam entre 6 e 10 meses para incubar no inverno. Porém, temperaturas mais altas poderiam fazer o acasalamento ocorrer mais cedo. Assim, os ovos eclodiriam antes do florescimento das algas, matando as larvas deste tipo de camarão de fome. Ele salienta, que no estudo isso ainda não está totalmente provado, mas que existe uma grande chance de ocorrer, pelas observações feitas. 

Para se ter uma idéia, sobre os efeitos devastadores nessa indústria que gera milhares de empregos e movimento mais de US$ 500 milhões, somente essa espécie de camarão responde por 70%, o equivalente a 500 mil toneladas de camarão de água fria pescadas por ano no mundo todo. dengue-aedes

Navegando dos oecanos do hemisfério Norte até o Sul, mas precisamente na Argentina, es que surge mais uma notícia que pode ter haver com as mudanças climáticas.

Um surto de dengue assola a Argentina. De acordo com o Ministério da Saúde da Argentina, já foram registrados 7.415 casos de dengue desde o início de 2009, no que está sendo considerado um surto histórico da doença no país.

Sabe-se que a eclossão dos ovos que dão origem ao mosquito ocorre em épocas em que o calor é intenso, após períodos de chuva. Por isso, uma teória esta sendo levantada pela especialista argentina Silvia Ayala, para qual o motivo seria o aquecimento global e a presença prolongada do calor em terras portenhas.

O clima esquenta e afeta o planeta, modificando o ciclo das espécies e trazendo desequílibrio para os humanos, faúna e flora. 

 

Fotos: degelo – Inocast / camarão-ártico – Reuters / trem Tibete- Qinghai – CRL Online / dengue – BGOL

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