Projeto estuda como a arara-azul-de-Lear se reproduz

Por André Delacerda

arara_azul_de_Lear. O Brasil é um país rico em ecossistemas e em espécies únicas que habitam tais ambientes. Assim é o caso da arara-azul-de-lear, ave em extinção e que está sendo objeto de um importante estudo que buscar entender como essas espécie se reproduz, garantindo assim, a perpetuação desta no seu ambiente natural a Caatinga.  

A pesquisas e estudo da biologia reprodutiva da arara-azul-de-lear está sendo realizada na Estação Biológica de Canudos, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) localizada na Bahia.

Para que os leitores tenham uma melhor noção da raridade desta ave e de sua importância no bioma brasileiro. Vale lembrar que a arara-azul-de-Lear ou arara-azul-da-caatinga (Anodorhynchus leari) ocorre numa pequena área no nordeste da Bahia, na Caatinga, bioma que é o único exclusivamente brasileiro – o que significa dizer que grande não pode ser encontradas em nenhum outro local do Planeta. Até a década de 70, a arara-azul-de-Lear era pouco conhecida cientificamente, pois foi por muito tempo confundida com a arara-azul-grande que ocorre no Pantanal, região Centro-Oeste. Dessa forma, a arara-azul-da-caatinga ficou perto de ser extinta, chegando a ter apenas cerca de 100 indivíduos na natureza. Atualmente, existem mais de 600, o que, apesar de demonstrar a recuperação da população, ainda é um número pequeno.

Segundo a Bióloga Erica Cristina Pacífico de Assis, orientadora do mestrado de Luís Fábio Silveira, o responsável técnico pelo projeto deste estudo, existe uma minunciosa observação desta espécie:

“Estudamos como as aves se reproduzem, quantos ovos cada fêmea bota, quantos deles eclodem, quantos filhotes sobrevivem e quantos deles voam dos ninhos. Assim, vamos saber um pouco mais sobre a história natural da esararaazuldelearpécie”,

Umas das atividades do projeto consiste em observar os ninhos das alturas, pois esta ave comumente faz seus ninhos em paredões na Caatinga. Assim, os pesquisadores utilizam técnicas de rapel para subir em paredões de arenito de até cem metros. Ali, em cavidades naturais de até 17 metros de profundidade, as aves colocam seus ovos e protegem seus filhotes dos predadores.

Segundo os coordenadores do projeto, desde o início do projeto, foram identificados 28 ninhos de arara-azul-de-lear nos paredões da Estação Biológica de Canudos. Dez deles foram selecionados para estudo e os filhotes ali presentes foram capturados, tiveram amostras de sangue coletadas para estudos genéticos, foram marcados individualmente com anilhas e passarão a ser monitorados até o seu primeiro vôo.

Um dos dados que os pesquisadores querem saber é sobre os deslocamentos das aves, quando estas saem do ninho e qual é a distância percorrida.

De acordo a Bióloga Erica um dos pontos vitais do projeto está na conscientização, apoio e cooperação das comunidades ao projeto.

“Vamos orientar as pessoas a nos avisarem se encontrarem as aves. Esse processo de conscientização é importante porque a arara-azul-de-Lear se cansa com facilidade, quando está aprendendo a voar, e pode permanecer vários dias pousada na mesma árvore, sendo fácil de ser capturada por uma pessoa de má fé”.

Ainda segundo a Bióloga, a arara-azul-da-caatinga têm uma importância na semeadura de espécies naturais da Caatinga.

“A arara-azul-de-lear é famosa por ser predadora de cocos da palmeira Licuri. Durante o trabalho, pôde-se observar com freqüência a presença das minúsculas sementes de cactos nas fezes das araras, o que indica que elas podem ser importantes dispersoras de cactos, o símbolo da sobrevivência no árido ambiente da Caatinga”. 

logofundacao O projeto conta com o apoio e o financiamento da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, que desde o sua criação em 1990 apoia projetos de preservação ambiental em todo o Brasil. Este estudo sobre a arara-azul-de-lear conta com a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo.

 

Fotos: arara-azul-de-lear – Fiocruz / rapel e logo da Fundação O Boticário – Fundação O Boticário

Agradecemos a Assessoria de Comunicação da Fundação O Boticário pelo envio das informações e release.

5 Respostas para “Projeto estuda como a arara-azul-de-Lear se reproduz

  1. eu adorei esse site eu queria saber + sobre ele mas só oq eu vi ja bom adorei beijossssssss

  2. Eu não achei como as aves se reproduzem !

  3. a ararar se reproduz fazendo amor

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