Perigo: balões à vista

Por Bernardo Moura

213_187-balões no aeroporto Quando chega o mês de junho, além do inverno que se aproxima, as preocupações vêm junto. Nesta época do ano, acontecem festas juninas por todo o país. Do Oiapoque ao Chuí, pessoas querendo se divertir, soltam balões. Mas esta diversão pode virar uma tragédia.

De acordo com dados do Corpo de Bombeiros, 20% dos incêndios são iniciados por balões. Os baloeiros (pessoas que soltam balões com pólvora e/ou fogos de artifício) aproveitam esta temporada de baixa umidade no clima brasileiro.

Segundo o Climatempo, massas polares estão previstas nos próximos três meses. Causando um inverno rigoroso, principalmente, na região Centro-Sul. O meteorologista, André Moreira, lembra que estamos numa estação seca: 

– As matas ficam muito secas e qualquer fagulha pode provocar um grande incêndio. Imagina a bucha de um balão?! Pode fazer um verdadeiro estrago!- alerta ele.1_1_20080527_045

A atividade de soltar balões nasceu com dois irmãos franceses, Joseph e Etiene Montgofier, em 1783, com a realização do primeiro teste de um balão sem passageiros. O teste sendo um sucesso, foi um trampolim para tentar saciar a vontade do Homem em voar pelos céus do planeta.

A partir de então, se popularizaram. A cada lojinha de esquina, podem se encontrar balões feitos de papel seda e bucha. Basta uma pessoa qualquer acender um fósforo e, pronto, o balão ganha o céu. Por ter virado costume, até criaram uma cantiga junina que embala muitas quadrilhas por aí. "O balão vai subindo, vai caindo a garoa/ o céu é tão lindo/ e a noite tão boa…"

O grande problema, é que as pessoas não têm certa consciência e, daí, prejudicam o meio ambiente, facilitando maior aquecimento global. Nenhuma floresta ou mata virgem escapa. Entre 93 e 97, os balões provocaram 14.011 incêndios em vegetações na área do Rio de Janeiro.

Contudo, o governo brasileiro não dorme. Em 65, o Código Florestal previa infração para a soltura de balões. No dia 12 de fevereiro de 1998, a Lei 9.605, em sua Seção II, que trata dos crimes contra a flora, estabelecia:

"Art. 42. Fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano: Pena – detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente."

fm003 Os balões foram se especializando e alçando níveis mais altos. Já foram encontrados a 15 mil pés de altitude. Podendo atrapalhar aviôes, inclusive. Em 1998, foram recolhidos 118 balões no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e 40 no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio.

E foram ficando maiores em suas dimensões, podendo alcançar 40 metros de altura e mais de 100 quilos. Para isso, empregam uma verdadeira mina de pólvora para prolongar seu tempo de vida no céu. Bujões de gás, baterias de automóveis, cordões especiais e arames, são alguns exemplos.

Por isso, que no Rio, o Disque Denúncia criou um setor específico para receber denúncias da fabricação e armazenamento de materiais, soltura e as pessoas envolvidas. No site da instituição, consta que as informações coletadas são encaminhadas às autoridades policiais. Cada apontamento certo obtido, gera um prêmio de até mil reais ao denunciante. As denúncias podem ser feitas pelo telefone (21) 2253-1177.

Fotos: Balão 1 – O Globo balões 2 – Cabo Branco / incêndio – tirando a foto

Uma resposta para “Perigo: balões à vista

  1. ui eu mrro de medo de altura

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