Arborizar ou Arbustizar? Eis a questão em SP

DSC01047 A Secretaria de Estado do Meio Ambiente – São Paulo vem tendo um grande obstáculos nas raízes que quer implantar nas cidade paulistas. Não se trata de nenhum chão de concreto ou praga que ataca as árvores.

Mas sim a decisão de concessionárias de propagarem contra a política de reflorestar áreas urbanas com árvores grandes, que sombreiam e melhoram o clima das cidades.

As concessionárias mais preocupadas com seus serviços tem incentivados a arburtização das cidades paulistas, que consistem no plantio de árvores de médio e pequeno porte. Elas justificam que as grandes árvores ameaçam os fios de transmissão de energia com suas copas grandes e as raízes danificam as estruturas subterrâneas.

Já do outro lado a secretaria informa que as espécies de pequeno porte não ajudam na melhora do microclima, que estas não são tão eficientes para a melhora da qualidade do ar, controle sonora.ruaarborizada

Um impasse para se fazer entre as partes, e suas justificativas. Porém especialistas ouvidos pela imprensa, tem afirmado que existe sim solução para tal situação, bastaria o emprego de uma melhor tecnologia por parte das concessionárias.
Para José Walter Figueiredo, gerente executivo do projeto Municípios Verdes:

“A arborização pode juntar serviço ambiental e fornecimento de energia elétrica de qualidade para os consumidores. Uma maneira é compactar os fios, tecnologia que reduz a área livre necessária perto dos cabos.”

Já o agrônomo Demóstenes Ferreira da Silva Filho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo afirma que essas espécies são usadas porque as empresas concessionárias têm utilizado uma tecnologia centenária e confirma que árvores de pequeno porte não trazem os benefícios esperados ao clima e qualidade de vida nas cidades.

Natureza_Urbana_01 A reclamação das concessionárias é que as árvores atuam na interrupção de energia, já que quando há chuvas, tempestades e outros eventos naturais estas acabam que interferindo nas redes de transmissão nas cidades.

O gerente de meio ambiente da CPFL Energia, Rodolfo Nardez Sirol disse a imprensa que as novas tecnologias só poderão ser utilizadas em novos projetos. E que modificar a rede atual poderia ter um custo muito alto.

As concessionárias também justificam que o uso das redes subterrâneas tem um custo alto e que pode cair nas mãos do consumidor.

O certo é que um impasse se estabelece, mas certamente com a boa vontade do certo empresarial (concessionárias) que tem aderido a políticas ambientais, e o emprego da tecnologia, todos ganham.

É melhor para a qualidade de vida das cidades e em especial do consumidor. Cabe agora as concessionárias medirem se querem seguir um caminho imediatista ou o caminho mais longe que por certo pode gerar ganhos para a qualidade de vida e também financeiro.

Consumidor com qualidade de vida, reconhece a empresa que lhe presta serviço.

Fotos: cidades – Divulgar Ciência / rua – Blog do Planeta / arbusto florido – Sesc São Paulo

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