E quando o petróleo se esgotar?

O que faremos sem os royalties? A questão do Rio de Janeiro em debate

Na última segunda-feira (15/03/2010) estive numa reunião interna da coligação PPS – PSDB – PV – Democratas, que fez um referendo interno apoiando a candidatura do Deputado Federal Fernando Gabeira – PV – RJ para Governador do Estado do Rio de Janeiro em 2010.

Hoje dia 17/03/2010 quando milhares de pessoas se juntam nas ruas do Centro da cidade do Rio de Janeiro, numa caminhada entre a Candelária e a Cinelândia, em protesto contra a emenda do Deputado Federal Ibsen Pinheiro do PMDB-RS, que modificou a partilha dos royalties do petróleo, e dá um golpe em parte da economia do Estado do Rio de Janeiro.

Recordo das sábias e lúcidas palavras do Deputado Gabeira naquela manhã, em que expplocava por quais motivos queria ser governador do Estado do Rio de Janeiro.

“Quero ser governador do Rio para preparar o Estado, a partir de agora para o futuro, quando não tivermos mais petróleo” (Se minha memória não está falhando, foi mais ou menos isso).

Neste momento em que toda a sociedade carioca se preocupa somente com o royalties do petróleo na atualidade. O Dep. Gabeira nos faz um chamamento para uma questão que o fluminense, o carioca não está pensando.

E quando o petróleo acabar?

Sabemos que o petróleo é um recurso não renovável, e com exploração intensa, num universo de 30-40 anos as reservas podem se esgotar (pesquisadores já alertaram sobre isso) .

Como o Estado do Rio de Janeiro viveria sem os bilhões que está riqueza nos gera?

É uma questão a se atentar e pensar. E dai surgem outros questionamentos tão importantes, quando a defesa dos royalties.

Como vamos utilizar sabiamente as receitas provenientes dos royalties? Como aproveitar esses recursos para potencializar o Estado em vários setores importantes da economia? Como utilizar estes recursos para abrir frentes importantes que capacitem a nossa população para outros setores econômicos?Principalmente ciência e tecnologia.

Agora estamos preocupados com a possível perda dos 5 bilhões na receita do Estado do Rio. Mas nos esquecemos de uma outra questão importante também. Como anda a fiscalização sobre como o Estado e os municípios fluminenses utilizam esses recursos. Será de são utilizados de forma racional?

O leitor deve está nos questionando, daqui a 30-40 anos talvez não estejamos nem mais vivos.

Certamente. Tudo é possível. Mas qual é o futuro que queremos deixar para os nossos filhos, netos, amigos?

Queremos somente ser imediatistas? Ou trabalharmos no agora, para construirmos um futuro sólido e capaz de continuar mantendo a pujança desse Estado?

A questão aqui é sobrevivência, sustentabilidade. Trabalhar com planejamento, que é algo que o brasileiro, o fluminense, o carioca não tem muito costume de fazer. Pensar no amanhã, para podermos garantir o futuro do Estado do Rio de Janeiro, quando as nossas reservas estiverem em baixa.

Eis o momento chave para repensarmos como o Estado e seus municípios estão utilizando estes recursos. E como faremos o planejamento e execução dos benefícios que estes royalties podem gerar e potenciar para nossa população.

O momento é de ação, de debate e reflexão. As mudanças devem começar agora.

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