O carro elétrico e o lítio da Bolívia e do Chile

Esse texto, extrair do Ex-Blog do Cesar Maia, o qual traz uma abordagem bastante interessante sobre as reservas de lítio, um elemento importante na dinâmica dos carros elétricos.

Carros elétrico vai precisar de lítio! Bolívia (49%) e Chile (27%) tem as maiores reservas

(NYT/FSP, 22) 1. Com a consciência de que o lítio é um ingrediente crucial para carros híbridos e elétricos, começa uma caçada global por novas reservas do metal.  “Existe uma grande mudança a caminho”, disse James D. Calaway, presidente da Orocobre. “Estamos potencialmente na vanguarda de um aumento muito significativo na demanda por lítio para o emergente setor de transporte elétrico.”

2. Cerca de 60 mineradoras iniciaram estudos de factibilidade na Argentina, na Sérvia e em Nevada (EUA), que poderão levar a mais de US$ 1 bilhão em novos projetos de lítio nos próximos anos, enquanto dezenas de projetos menores estão sendo propostos em China, Finlândia, México e Canadá.  Enquanto isso, os quatro maiores produtores atuais, que fazem mineração ou coleta de lítio em Chile, Argentina e Austrália, dizem que pretendem expandir antigos projetos conforme a demanda exigir.

3. Na Bolívia, que tem quase a metade das reservas mundiais, o governo de esquerda está construindo uma usina piloto e fazendo perfurações prospectivas. O fato de a Bolívia ser um país instável, muitas vezes hostil aos investimentos estrangeiros, ajudou a reforçar o interesse pela produção de lítio nos vizinhos Argentina e Chile, na Austrália e nos EUA.  Enquanto a maioria dos especialistas duvida que quantidades significativas de lítio possam ser produzidas nos EUA, eles afirmam que suprimentos adequados estarão disponíveis em outras fontes além da Bolívia durante muitos anos e salientam que o maior produtor, o Chile, é um aliado americano confiável.
4. Cerca de um quarto de todo o lítio produzido hoje, é usado para armazenamento de energia, em objetos como telefones celulares, computadores portáteis e câmeras digitais. Essa proporção deverá aumentar acentuadamente se os carros movidos a bateria decolarem. As baterias de íons de lítio são o tipo preferido para veículos elétricos e híbridos porque contêm mais energia com menos peso que outros materiais e porque perdem sua carga mais lentamente. Elas armazenam cerca de três vezes mais energia por peso que uma bateria de níquel-hidreto metálico.

5. Obs.: Brasil tem 1,3% das reservas mundiais identificadas. As reservas brasileiras de lítio estão localizadas no estado de Minas Gerais, região do Vale do Rio Jequitinhonha nos municípios de Araçuaí e Itinga, e também no estado do Ceará especificamente no município de Quixeramobim, e no município Solenópole.

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2 Respostas para “O carro elétrico e o lítio da Bolívia e do Chile

  1. Agora que a Linha 1 do Metrô será extendida até a Barra, está prevista uma estação na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema e outra no Jardim de Alah. A praça é um modelo para os tempos atuais de conscientização ecológica. Sua parte mais arborizada, em especial, oferece uma boa sombra, fazendo-nos lembrar da necessidade da existência de arborização farta em cidades situadas em áreas tropicais, castigadas pelas elevadas temperaturas. Basta passar em frente à praça, mesmo sem adentrá-la, para se ter agradável sensação de bem-estar: é um oásis situado dentro da metrópole saturada. Nela vivem diversas espécies de aves. A praça contribui para libertar o bairro do estigma de selva de concreto, comum em outros bairros desta e de outras grandes cidades, e conserva, de maneira mais humana, a vida de seus moradores, freqüentadores e trabalhadores, tendo se tornado um espaço essencial para a saúde física e mental deles. Ideal seria que todos os bairros tivessem uma praça como esta.

    Várias praças e ruas onde foram construídas estações ficaram completamente desfiguradas, e feias, em relação ao que eram anteriormente. Estruturas de concreto puro e o piso com aquelas lajotas hexagonais, também de concreto, prevalecem nas calçadas em volta de todas as estações, o que demonstra uma falta de imaginação e descuido com um paisagismo melhor: parece que não contratam arquitetos, paisagistas e urbanistas para conceder um acabamento adequado.

    Vale também lembrar que durante a reforma da Praça XV, na década de 90, operários cortaram raízes de portentosas árvores. Após as obras, as árvores tombaram facilmente, em um dia de chuva forte e ventos velozes, por causa da falta de sustentação das raízes. É urgente haver um empenho para que não se construa a estação na Praça N.S. da Paz. O atual paisagismo da praça precisa ser mantido, com a preservação de todas as árvores. Diversos cidadãos cariocas estão seriamente apreensivos com o risco de se perder uma bela praça, existindo grande preocupação.

    No ímpeto de se modernizar a infra-estrutura de transportes na cidade, corre-se o risco de se destruir um maravilhoso bem público, a praça, e remodelar a mesma com a velha solução fácil das estruturas feias de concreto armado. A praça é um cartão-postal do bairro. Quando o turista brasileiro viaja para a Europa, fica fascinado pelas suas belas cidades, com parques e praças preservados, limpos e que são orgulho de seus moradores. Aqui no Brasil também podemos preservar o que é belo e contribui para que as cidades sejam mais humanas. Se os brasileiros continuarem a destruir tudo o que torna suas cidades mais habitáveis, continuarão a invejar (invejar no sentido positivo do termo) os países da Europa.

    Uma solução de Primeiro Mundo, típica dos povos civilizados dos países europeus que se preocupam com a integração da Natureza no meio urbano, seria manter uma linha de ônibus circulando apenas dentro do bairro, que levaria os passageiros até as estações do Jardim de Alah e General Osório. Esta sugestão não pode ser vista com estranheza, nem como um absurdo, justamente no momento em que o metrô cruzará o bairro de ponta a ponta, mas sim uma sugestão onde a integração do ser humano com a Natureza prevalecem sobre uma solução fácil e burocrática de engenharia.

    Ainda há tempo para se impedir a construção da estação na praça, pois o trecho do metrô entre a Estação Gal. Osório e a Gávea ainda não foi oficialmente aprovado: apenas o trecho Barra-Gávea está aprovado. Lembrem-se de como Copacabana, por exemplo, carente de áreas verdes, está saturado e completamente desfigurado com a veloz construção de grandes edifícios (na maioria feios), fazendo com que o bairro perdesse o charme e o bucolismo que o marcaram nas primeiras décadas do século 20. Não queremos que aconteça isto nem em Ipanema nem nos outros bairros da cidade.

    O objetivo de edificar cidades mais humanas deve existir sempre.

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