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Clima quente: do Tibete ao oceano, chegando a Argentina

News9A_0 Estas semana duas notícias circularam na imprensa internacional sobre os efeitos do aumento da temperatura em duas zonas do planeta. No Tibete e nos oceanos e mares.

A primeira traz uma constatação de autoridades da China sobre a linha de trem que liga a região autônoma do Tibete à Província de Qinghai. Esta linha ferrea pode  ter sua estabilidade ameaçada pelo aumento da temperatura, correndo riscos operacionais em menos de quatro décadas.

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Kilimanjaro sofre com o aquecimento global

Por André Delacerda

kilimanjaro Acabamos de ver essa notícia no blog Viajologia do jornalista e fotógrafo Haroldo Castro.

Então, o Eco Briefing´s resolveu compartilhar a imagem feita por Castro com nossos leitores. E serve de alerta para que possamos cada vez mais nos engajar para conter os efeitos do aquecimento global. A imagem ao lado é da montanha como ela era vista antes. Continue lendo e veja a imagem de como ela se apresenta hoje.

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Transplante de corais

Por André Delacerda

Quando pensamos em coral, logo nos vem a mente aquelas estruturas que parecem pedras, sem vida, mas coloridas, ornamentais. Porém, para a surpresa de muita gente os corais são seres vivos, não são tão pedra assim, pois são de textura gelatinosa e possuem uma importância essencial no equilíbrio dos mares e oceanos. São também, o berçario, abrigo e alimento natural para muitas espécies marinhas.

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A Istoé Independente desta semana, traz uma reportagem bem interessante e que merece reprodução de alguns trechos aqui.

Trata-se de uma ação desenvolvida por biólogos japoneses, que através da substituição de pedaços do coral que se encontram mortos, por outros vivos. Estão salvando várias espécies de corais, da extinção. O Projeto vem sendo executado no mar da China Oriental, famoso pela sua cor azul-safira.

Segundo a reportagem de Luciana Sgarbi pôde apurar:

Trata-se dos corais, que formam uma barreira multicolorida e de textura gelatinosa e que estão morrendo em decorrência do avanço dos efeitos do aquecimento global. Fatores como a mudança climática e a poluição vão destruindo o berço da biodiversidade do mar e já colocam pelo menos um terço dela sob risco de desaparecimento. Os corais, que levam milhões de anos para se construir, abrigam mais de 25% das espécies marinhas. Ou seja: a sua extinção também significa o banimento de outras formas de vida que direta ou indiretamente dependem deles para sobreviver.”

Outro informação que muitos desconhecem, é que o coral ao filtrar a água para retirar nutrientes, acaba ajudando na limpeza desta. Não podemos nos esquecer que o maior ser vivo do planeta é um coral, trata-se da grande barreira de corais na Austrália, com cerca de 2,3 mil quilômetros de extensão.

Para quem ficou curioso sobre como funciona o transpantes de corais, a reportagem informa que:

“Eles perfuraram a superfície dura de corais com brocas de ar comprimido, retiraramlhes diversos pedaços mortos que os impedia de respirar e, como em um transplante de órgãos, preencheram esses espaços vazios com fragmentos de corais jovens. O resultado não poderia ter sido melhor: o “coração” do recife se pôs a pulsar.”

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Um detalhe importante sobre o ecossistema dos corais, é que eles abrigam 25% das espécies marinhas.

Fotos: Istoé Independente

Extreme Ice Survey

Por André Delacerda

Na busca por informações sobre as mudanças climáticas entre as muitas reportagens que li esta semana, um site em especial me chamou atenção.

Extreme Ice Survey, um projeto que documenta o avanço do degelo.  Traz imagens belas, mas, destruidoras e preocupantes.

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Seus idealizadores colocaram câmeras em geleiras estratégicas e conseguiram captar imagens que impressionam. As geleiras se desintegrando.

São imagens fantásticas e ao mesmo tempo preocupantes,  do que levou milhares de ano para se formar, e que se mantinha quase  em estado intacto até algumas décadas atrás, se desintegrando em questão de meses ou até semanas, devido aos efeitos do Aquecimento Global.

Vale a pena conferir o vídeo no site do documentário e também o que disponibilizamos abaixo. As imagens que muitos podem chamar de sensacionalistas, ou que podem difundir o pânico, nos servem sim, de ponto de análise para uma reflexão clara do que realmente pode ocorrer se este processo se acelerar. Se a temperatura do planeta aumentar cada vez mais, e estes imensos blocos inertes voltaram ao seu estado líquido.

Este é o objetivo sem dúvida do Extreme Ice Survey.

Foto: National Geographic