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E ninguém pensa nos porcos

Por Bernardo Moura

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O brasileiro consome por ano 12,8 kg, ficando atrás apenas do consumo de carne bovina (36 kg) e de carne de frango (26kg). O nosso país é um importante produtor mundial, com mais de 2,1 milhões de toneladas/ano. Os estados da Região Sul, concentram a maior produção, destacando-se os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

Segundo dados da Associação Brasileira da Industria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), no ano passado, houve queda de 12,71% nas exportações dos suínos, totalizando 529,41 mil toneladas. Um índice baixo relacionado às 606,51 mil de 2007.

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Oceanos ácidicos

coral-reef Os oceanos e mares têm uma importância tão grande quanto as florestas que recobrem o planeta. A biodiversidade dos oceanos vem sendo atingida pelas agressões ambientais provocadas pelo homem, que provoca a destruição da faúna e flora marinha.

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As epidemias e as mudanças ambientais

Por André Delacerda

Estamos em meio ao início de uma epidemia que começa a se espalhar pelo planeta.

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Hoje com os avanços tecnológicos e com a modernidade inúmeras vacinas e medicamentos já podem ser desenvolvidos para se combater tais males que atacam a humanidade. Porém, esta mesma modernidade que traz soluções para saúde, também deflaga uma guerra contra o homem. Com os processos de globalização de forma acelera, com a necessidade do homem em extrair mais e mais matéria prima e/ou insumos, este interfere no ecossistema que antes estava em equilíbrio, produzindo assim, a destruição do meio ambiente, a ocupação desordenada, a destruição das florestas, e consequetemente uma reação involuntária da natureza que se manifesta através de catrastrofes ambientais e surtos de epidemias.

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Inicialmente o vírus da Gripe Suina se manifestou no México com algumas dezenas de mortes e centenas de infectados, simultaneamente ele também foi encontrado nos Estados Unidos. Supesteita-se que Nova Iorque inclusive já tenha alguns casos, o que se torna uma preocupação, pois cidades como a do México e Nova Iorque com grandes densidades populacionais são ambientes propícios para a proliferação dos vírus e seus efeitos devastadores. Se não bastasse a epidemia em um só continente,  ela rompe as barreiras geográficas e já começa a se manifestar no continente europeu, provocando uma perocupação das autoridades internacionais, que começam a tomar medidas para evitar que esta se torna umas das maiores epidemias, com um agravante maior, que se alastra com facilidade pelo planeta.

Epidemias surgem por vários motivos, desde causas naturais como as provocadas pelo contato com a água contaminada depois das estações das chuvas, tempestades ou monções. Sobre essa contaminação da água, pode-se constatar ai a interferência do homem ao viver em ambientes sem  saneamento básico e o devido tratamento de dejetos, e também com o armazenamento do lixo de uma forma não adequeda.

Há também as epidemias que advem do contato das populações com animais, principalmente as que ocorrem nas regiões tropicais e temperadas da Terra, com destaque a Ásia, onde ocorreu a Gripe Aviária.

Existem epidemias provocadas por mudanças ambientais devido a ação do homem sobre a natureza, que mais uma vez interfere no Meio Ambiente, fazendo com que este entre em desequilíbrio. Um exemplo, seria quando parasitas se multiplicam além da normalidade, devido as alterações nas condições ambientais.  Assim, criam-se vetores para que os parasitas possam ter terreno fertil.

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O certo é que as epidemias têm se beneficiado das alterações climáticas no planeta, do aquecimento global, consequentemente  do aumento das temperaturas, que modificam as formas de vidas, principalmente o comportamento dos microorganismos, e também pelo fluxo migrarório de pessoas e animais.

Assista no vídeo que demonstra como uma epidemia de níveis globais se utilizaria da estrutura aérea para se propagar pelo mundo.

Em uma época em que mais uma grande epidemia se desenha, vale o alerta, a reflexão para que o homem passe a fazer suas ações desenvolvimentista com mais planejamento, tentando diminuir os impactos sobre o meio ambiente, e convivendo com o mesmo de forma equilibrada.

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Fotos: UENF / Greenpeace / Portal G 1

Transplante de corais

Por André Delacerda

Quando pensamos em coral, logo nos vem a mente aquelas estruturas que parecem pedras, sem vida, mas coloridas, ornamentais. Porém, para a surpresa de muita gente os corais são seres vivos, não são tão pedra assim, pois são de textura gelatinosa e possuem uma importância essencial no equilíbrio dos mares e oceanos. São também, o berçario, abrigo e alimento natural para muitas espécies marinhas.

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A Istoé Independente desta semana, traz uma reportagem bem interessante e que merece reprodução de alguns trechos aqui.

Trata-se de uma ação desenvolvida por biólogos japoneses, que através da substituição de pedaços do coral que se encontram mortos, por outros vivos. Estão salvando várias espécies de corais, da extinção. O Projeto vem sendo executado no mar da China Oriental, famoso pela sua cor azul-safira.

Segundo a reportagem de Luciana Sgarbi pôde apurar:

Trata-se dos corais, que formam uma barreira multicolorida e de textura gelatinosa e que estão morrendo em decorrência do avanço dos efeitos do aquecimento global. Fatores como a mudança climática e a poluição vão destruindo o berço da biodiversidade do mar e já colocam pelo menos um terço dela sob risco de desaparecimento. Os corais, que levam milhões de anos para se construir, abrigam mais de 25% das espécies marinhas. Ou seja: a sua extinção também significa o banimento de outras formas de vida que direta ou indiretamente dependem deles para sobreviver.”

Outro informação que muitos desconhecem, é que o coral ao filtrar a água para retirar nutrientes, acaba ajudando na limpeza desta. Não podemos nos esquecer que o maior ser vivo do planeta é um coral, trata-se da grande barreira de corais na Austrália, com cerca de 2,3 mil quilômetros de extensão.

Para quem ficou curioso sobre como funciona o transpantes de corais, a reportagem informa que:

“Eles perfuraram a superfície dura de corais com brocas de ar comprimido, retiraramlhes diversos pedaços mortos que os impedia de respirar e, como em um transplante de órgãos, preencheram esses espaços vazios com fragmentos de corais jovens. O resultado não poderia ter sido melhor: o “coração” do recife se pôs a pulsar.”

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Um detalhe importante sobre o ecossistema dos corais, é que eles abrigam 25% das espécies marinhas.

Fotos: Istoé Independente

Extreme Ice Survey

Por André Delacerda

Na busca por informações sobre as mudanças climáticas entre as muitas reportagens que li esta semana, um site em especial me chamou atenção.

Extreme Ice Survey, um projeto que documenta o avanço do degelo.  Traz imagens belas, mas, destruidoras e preocupantes.

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Seus idealizadores colocaram câmeras em geleiras estratégicas e conseguiram captar imagens que impressionam. As geleiras se desintegrando.

São imagens fantásticas e ao mesmo tempo preocupantes,  do que levou milhares de ano para se formar, e que se mantinha quase  em estado intacto até algumas décadas atrás, se desintegrando em questão de meses ou até semanas, devido aos efeitos do Aquecimento Global.

Vale a pena conferir o vídeo no site do documentário e também o que disponibilizamos abaixo. As imagens que muitos podem chamar de sensacionalistas, ou que podem difundir o pânico, nos servem sim, de ponto de análise para uma reflexão clara do que realmente pode ocorrer se este processo se acelerar. Se a temperatura do planeta aumentar cada vez mais, e estes imensos blocos inertes voltaram ao seu estado líquido.

Este é o objetivo sem dúvida do Extreme Ice Survey.

Foto: National Geographic