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Os Efeitos do Aquecimento Global no Rio

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Recordando uma reportagem que fizemos para o Diário do Rio em 2010, sobre o Rio e o Aquecimento Global. Vamos apresentar algumas informações que constam num documento elaborado pelo IPP – Instituto Pereira Passos há cerca de 14 anos atrás e fala sobre o impacto do aquecimento global em áreas da cidade.

Dois aspectos são relevantes nesta breve análise. Esta reportagem é reveladora. E ela também nos faz debater sobre os danos que podem ser provocados pelos efeitos da elevação do mar na cidade do Rio de Janeiro. E as e possíveis medidas para solucionar este problema.

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Cobaia do Aquecimento Global

Por André Delacerda

São 05:00 hs da manhã de quinta-feira, dia 8 de abril de 2010, em meio a uma insonia intensificada por uma rinite alérgica, certamente provocada pelas mudanças climáticas bruscas que estamos vivendo nas últimas semanas no Rio de Janeiro.

Nesta madrugada, parei e comecei a conjecturar; se esta cidade, nos últimos tempos não se transformou em uma cobaia do Aquecimento Global.

Muita gente é cética quanto ao aquecimento global, alguns cientístas dizem que não se pode provar que ele vá acontecer. Mas, falam que certamente devem haver mudanças no clima, com secas mais prolongadas, e chuvas intensas.

As mais agressivas do Aquecimento Global certamente se faziam para o final deste século, porém, parece que estas resolveram se atencipar e se materializar neste início de ano (2010). E a cidade do Rio de Janeiro, que tem o título de “Cidade Maravilhosa” virou a cobaia da vez, ou melhor um aviso, um sinal da natureza, dizendo “se vocês não acreditam, não se preparam, as mudanças estão ai”.

Primeiro as coisas começaram com um verão talvez atípico, depois do dia 31 de dezembro de 2009 a cidade começou a ser castigada por temperaturas acima dos 41º C, e sensação térmica batendo a casa dos 50 graus. Tivemos um dia que os especialistas classificaram a temperatura da cidade do Rio de Janeiro como a segunda mais quente do mundo.

No dia 20 de janeiro, comprova-se um evento atípico, em meio a onda de calor. As as imagens de satélite do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec-Inpe) indicavam que a temperatura do mar carioca passava dos 26 graus, cerca de oito graus acima do esperado para este período.

No dia 10 de fevereiro a sensação térmica fez da cidade do Rio de Janeiro o segundo lugar mais quente do mundo, de acordo com a OMM (Organização Meteorológica Mundial), só perdendo apenas para a cidade de Ada, em Gana, na África, que habitualmente tem esse tipo de temperatura. De acordo com o Inmet a onda que calor que atingiu a cidade no último mês de fevereiro foi a maior dos últimos 50 anos.

Pude ver in loco, a noite temperaturas na orla da cidade, batendo a casa dos 34º C à noite, isso às 23:30 hs. A cidade que foi considerada em 2009, “A mais feliz do mundo”, segundo ranking da Forbes, e que tanto ama o sol, as praias, certamente vivenciou esse clima inóspito.

No final do mês de fevereiro, ocorre algo que não acontecia há cerca de 7 anos ou mais, na cidade, a mortandade de peixes volta a acontecer na Lagoa Rodrigo de Freitas. As autoridades, se desencontram nas explicações ao fenômeno. Inicialmente falava-se em somente em 3 toneladas de peixes mortos naquele ecossistema que estava em plena recuperação, mas no passar dos dias, a mortandade chegou a 80 toneladas.

Março passou ainda com fortes temperaturas, o clima ameaçando mudar, chuvas de verão, na verdade tempestades rápidas, mas que já ensaiavam o que poderia acontecer com a cidade, ocorrendo. E no dia 14 de março deste mesmo ano, ocorre uma tempestade, e em menos de 6 horas de chuva, um recorde,  715 reais cairam sobre a cidade do Rio de Janeiro, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).  Um aumento de 157,2% em relação ao mesmo período de 2009.

E chegamos ao mês de abril de 2010, com o que muitos consideram o nosso Katrina, ou, o filme 2012, certamente reduzindo-se as proporções. E quais semelhanças tem-se com estes dois fatos, um real acontecido em Nova Orlenas nos Estados Unidos, e o outro ficção das telas de Hollywood? A resposta é simples: a cidade ficou quase que completamente embaixo da água, a população se viu ilhada. Locais onde jamais se imaginava que alagariam ficaram submersos. Regiões da cidade ficaram isoladas, mais de 6 milhões de pessoas ficaram reféns do clima. No dia 6 de abril, a cidade literalmente parou. Ironia do destino, a Zona Sul que possui a melhor infra-estrutura da cidade inundou; regiões como a Barra da Tijuca, ficaram quase isoladas, pois a maioria dos acessos ao bairro, Av Niemeyer, Estrada Grajaú-Jacarepaguá, Grota Funda tiveram suas vias interrompidas, o Centro da cidade teve algumas de suas importantes vias transformadas em um verdadeiro mar; as escontas de muitos morros cederam. Importantes equipamentos esportivos, como o estádio do Maracanã e o ginásio do Maracananzinho, que serão utilizados na Copa de 2014 e na Olimpiada de 2016, alagaram.

Estamos no dia 8 de abril e cerca de 150 pessoas morreram, segundo os jornais; vítimas do temporal que abateu a zona metropolitana do Rio, principalmente, a capital do Estado. Partes ricas e pobres da cidade foram atingidas, a infra-estrutura local não aguentou a prova do que talvez seja um prenúncio dos próximos anos, com calor excessivo, chuvas fortes e mais intensas ocorrendo em um curto espaço de tempo.

E para finalizar,  este evento climático que colocou de joelhos a cidade do Rio de Janeiro; espero que não acontecça mais nada tão grave, e de surpresa. Os oceanógrafos, avisam, chegará hoje a cidade uma ressaca novamente atípica, com previsões de ondas de 5 metros, o que não é normalmente comum na cidade, inclusive espera-se que devido as proporções as ondas alcacem a Baía de Guanabara, o que pode dificultar a navegação entre as cidade do Rio de Janeiro e Niteroi.

Certamente este início do ano de 2010, soa como um aviso, não passamos no teste, as mudanças climáticas parecem que chegaram em definitivo, e provaram sua força na cidade do rio de Janeiro.

Quando será que as autoridades, especialistas e a população, irão se conscientizar do que está ocorrendo, e começar a planejar o futuro? Pois, ele acabou de se refletir neste momento em na tragédia carioca.

E quando o petróleo se esgotar?

O que faremos sem os royalties? A questão do Rio de Janeiro em debate

Na última segunda-feira (15/03/2010) estive numa reunião interna da coligação PPS – PSDB – PV – Democratas, que fez um referendo interno apoiando a candidatura do Deputado Federal Fernando Gabeira – PV – RJ para Governador do Estado do Rio de Janeiro em 2010.

Hoje dia 17/03/2010 quando milhares de pessoas se juntam nas ruas do Centro da cidade do Rio de Janeiro, numa caminhada entre a Candelária e a Cinelândia, em protesto contra a emenda do Deputado Federal Ibsen Pinheiro do PMDB-RS, que modificou a partilha dos royalties do petróleo, e dá um golpe em parte da economia do Estado do Rio de Janeiro.

Recordo das sábias e lúcidas palavras do Deputado Gabeira naquela manhã, em que expplocava por quais motivos queria ser governador do Estado do Rio de Janeiro.

“Quero ser governador do Rio para preparar o Estado, a partir de agora para o futuro, quando não tivermos mais petróleo” (Se minha memória não está falhando, foi mais ou menos isso).

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De olho no mercado da poluição

Por André Delacerda

Equipamentos - PetroquimicosIII A poluição pode ser solucionada e minimizada gerando também empregos e renda para empresas e a sociedade. Assim, algumas empresas tem buscado se especializar na solução de tal problema, servindo de suporte para muitas indústrias poluidoras.

Uma das indústrias que mais poluem é a petrolífera. E o Rio de Janeiro por ser um dos grande pólo desta indústria no Brasil, também sofrem a poluição destas. Recentemente a Suplly Service começou a instala-se no Rio de Janeiro de olho neste mercado. 

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Selva de Pedra à Carioca

Por André Delacerda

146673632_99a2c2aacc Quando você pensa no Rio de Janeiro logo vem a cabeça, Cristo Redentor rodeado pela Floresta da Tijuca, as lindas praias, montanhas com com remanescentes da mata Atlântica.

E quando você pensa em São Paulo. Logo vem a mente uma cidade pujante, que não para. Mas também uma cidade repleta de prédios, uma floresta de concreto, com suas excessões é claro.

Pois bem, porque fiz esta comparação. Para chamar atenção dos leitores para um fato lamentável produzido pelos políticos cariocas.

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Mistério climático

2550_22381 Mistério nas Nuvens é o título de um das matérias da revista semanal Istoé. Realmente é um mistério esse acidente, e por mais que tentemos imaginar o que teria ocorrido com o Air France 447, até o momento tudo é um enigma. Mas um ponto deve ser analisado e chama atenção, o fator clima.

O que nos instriga nesta reportagem é parte climática. E aqui voltamos a confabular através da hipótese de que será que com as mudanças climáticas dos últimos anos, as tempestades não estariam se tornando um risco para a aviação comercial?

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No Dia do Meio Ambiente uma justa homenagem a ele…

pedro_ii_m_m No dia do Meio Ambiente, nada melhor que recordar um grande feito em prol da natureza brasileira, carioca.

E é mais que justo lembrarmos deste homem visionário, que empreendeu certamente o primeiro grande projeto de reflorestamento já feito no mundo. E também, o primeiro feito em larga escala em território brasileiro, quiçá não superado até hoje.

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